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quarta-feira, 16 de agosto de 2017


O que mais me comove , em música, são essas notas soltas – pobres notas únicas – que do teclado arranca o afinador de pianos.

Mário Quintana


segunda-feira, 31 de julho de 2017


Poemas, pobres poemas
Que o vento
Mistura, confunde e dispersa o ar
Nem na estrela do céu nem na estrela do mar
Foi este o fim da criação!
Mas, então, 
Que urde eternamente a trama e tão velhos sonhos?
quem faz  - em mim – esta interrogação?

Mário Quintana


domingo, 30 de julho de 2017


O poema
Essa estranha máscara
Mais verdadeira do que a própria face...

Mário Quintana



Mentira?

A mentira é uma verdade que se esqueceu de acontecer.

Mário Quintana


segunda-feira, 3 de julho de 2017



O mundo é frágil
E cheio de frêmitos
Como um aquário...



Sobre ele desenho 
este poema: imagem
de imagens!

Mário Quintana


domingo, 1 de janeiro de 2017

Sonho



Um poema em que não se notasse nem a suspeita ênfase da
simplicidade e que, ao lê-lo, nem sentirias que ele já estivesse escrito, mas que fosse brotando, no mesmo instante, de teu próprio coração.

Mário Quintana


sábado, 28 de maio de 2016


Que esta minha paz e este meu amado silêncio
Não iludam a ninguém
Não é a paz de uma cidade bombardeada e deserta
Nem tampouco a paz compulsória dos cemitérios
Acho-me relativamente feliz
Porque nada de exterior me acontece…
Mas,
Em mim, na minha alma,
Pressinto que vou ter um terremoto.

 Mário Quintana

domingo, 20 de dezembro de 2015

Intenções



Os que andam com segundas intenções não conseguem enganar ninguém. Está na cara... O perigo mesmo - porque é invisível - está nos que têm terceiras intenções.

Mário Quintana



sábado, 1 de agosto de 2015




Nós vivemos num mundo de espelhos,
mas os espelhos roubam nossa imagem...
Quando eles se partirem numa infinidade de estilhas
seremos apenas pó tapetando a paisagem.

Homens virão, porém, de algum mundo selvagem
e, com estes brilhantes destroços de vidro,
nossas mulheres se adornarão, seus filhos
inventarão um jogo com o que sobrar dos ossos.

E não posso terminar a visão
porque ainda não terminou o soneto
e o tempo é uma tela que precisa ser tecida...

Mas quem foi que tomou agora o fio da minha vida?
Que outro lábio canta, com a minha voz perdida,
nossa eterna primeira canção?!


Mário Quintana

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015


  Melancolia

"Maneira romântica de ficar triste."

Mario Quintana - Da preguiça como método de trabalho, 1987



quinta-feira, 31 de julho de 2014

Encontro mágico




Eis que encontro na rua uma das moças mais lindas do mundo.
Vestida simplesmente, parecia no entanto uma princesa
Um meigo olhar, um sorriso que parecia uma aurora dentro de nós.
Não pude, não pude mais e lhe indaguei de súbito:
"Como é teu nome, minha querida?"
E ela respondeu-me simplesmente: AUSÊNCIA

Mário Quintana 

Diálogo Bobo




- Abandonou-te?
- Pior ainda: esqueceu-me...

Mário Quintana -  Da preguiça como método de trabalho

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Das viagens



O encanto de viajar está na própria viagem.
A partida e a chegada são meras interrupções num velho sonho atávico de nomadismo.
Por outro lado, dizem todas as religiões que estamos apenas de passagem no mundo. E isto é que faz querermos tanto a esta vida passageira.

Mario Quintana - Da preguiça como método de trabalho

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Liberdade condicional



Poderás ir até a esquina
comprar cigarros e voltar
ou mudar-te para a China
- só não podes sair de onde tu estás.

Mário Quintana

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014




"Estuda, a frio, o coração alheio."

Mário Quintana

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013



Tenta esquecer-me…
Ser lembrado é como evocar
Um fantasma…
Deixa-me ser o que sou,
O que sempre fui, um rio que vai fluindo…
Em vão, em minhas margens cantarão as horas,
Me recamarei de estrelas como um manto real,
Me bordarei de nuvens e de asas,
Às vezes virão a mim as crianças banhar-se…
Um espelho não guarda as coisas refletidas!
E o meu destino é seguir…
é seguir para o Mar,
As imagens perdendo no caminho…
Deixa-me fluir, passar, cantar…
Toda a tristeza dos rios
É não poder parar!


Mário Quintana 

domingo, 10 de novembro de 2013

Tenta esquecer-me



Tenta esquecer-me...
Ser lembrado é como evocar
Um fantasma...
Deixa-me ser o que sou,
O que sempre fui, um rio que vai fluindo...
Em vão, em minhas margens cantarão as horas,
Me recamarei de estrelas como um manto real,
Me bordarei de nuvens e de asas,
Às vezes virão a mim as crianças banhar-se...
Um espelho não guarda as coisas refletidas!
E o meu destino é seguir...
é seguir para o Mar,
As imagens perdendo no caminho...
Deixa-me fluir, passar, cantar...
Toda a tristeza dos rios
É não poder parar!

Mário Quintana

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Do bem e do mal



No fundo, não há bons nem maus. Há apenas os que sentem prazer em fazer o bem e os que sentem prazer em fazer o mal. Tudo é volúpia...

Mário Quintana - Caderno H

segunda-feira, 16 de setembro de 2013



Que dança que não se dança?
Que trança não se destrança?
O grito que voou mais alto
Foi um grito de criança. 

Mário Quintana