«Adormecido, os sonhos toldam-se de branco. Do brando do teu ser, do teu sorriso. Do branco da tua Alma, do branco marfim do teu corpo, do branco que é branco como as neves, do branco que é branco como as estrelas que, de noite, vão velando por ti.
Pela manhã, acordo com a boca a saber a damascos - por saber que gostas desse gosto -, e respiro no ar o suor da noite violada pelo sol. Dou-te um beijo de bons-dias como se tivesses dormido ao meu lado horas sem fim...»
João Morgado IN: Diário dos Imperfeitos