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quarta-feira, 16 de agosto de 2017




Dancemos de mil maneiras,
E digam que a nossa arte... é livre,
E gaia... a nossa ciência!

Nietzsche

sábado, 24 de setembro de 2016


Se tentarmos contemplar o espelho em si, acabamos por não descobrir senão os objetos que nele se refletem. Se quisermos agarrar esses objetos, voltamos a ver somente o espelho. — Essa é a história geral do conhecimento.

Friedrich Wilhelm Nietzsche inMorgenröte/Aurora - aforismo 243.


quarta-feira, 17 de agosto de 2016


Que temos nós em comum com o botão de rosa que treme porque lhe caiu uma gota de orvalho sobre o corpo? É verdade: amamos a vida não porque estejamos habituados com a vida, mas sim com o amar. Sempre há alguma loucura no amor. Mas há sempre também algo de razão na loucura.

Friedrich Nietzsche 


sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015


"Não te enchas de ar: a menor picadela te esvaziaria."

Friedrich Nietzsche

quarta-feira, 19 de março de 2014



"Tudo é corpo, e nada mais; a alma é apenas nome de qualquer coisa do corpo. O corpo é uma razão em ponto grande, uma multiplicidade com um só sentido, uma guerra e uma paz, um rebanho e um pastor."

Nietzsche, Assim falou Zaratustra


"Minha solidão não tem nada a ver com a presença ou ausência de pessoas… Detesto quem me rouba a solidão, sem em troca me oferecer verdadeiramente companhia."

Friedrich Nietzsche

sexta-feira, 7 de março de 2014



"Toda filosofia serve para esconder outra filosofia: toda opinião é um esconderijo, toda palavra uma máscara."

 Nietzsche, Além do Bem e do Mal

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014



"Ouvi-me! Eu sou alguém, e sobretudo, não me confundais com os outros." 

Friedrich Nietzsche, Ecce homo

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014



"Toda filosofia esconde também uma filosofia. Toda opinião é também um esconderijo, toda palavra também uma máscara."

Friedrich Nietzsche

sábado, 7 de setembro de 2013


69. Amor e justiça. Por que é que se superestima o amor em detrimento da justiça e se diz dele as coisas mais lindas, como se ele fosse uma entidade muito superior àquela? Pois não é ele visivelmente mais estúpido que aquela? Por certo, mas, precisamente por isso, tanto mais agradável para todos. Ele é estúpido e possui uma rica cornucópia; tira desta os seus presentes e distribui-os a qualquer pessoa, mesmo que esta não os mereça e até nem sequer lhe agradeça por isso. É imparcial como a chuva, a qual, segundo a Bíblia e a experiência, não só encharca o injusto até os ossos, mas também, em determinadas circunstâncias, o justo.

Friedrich Nietzsche in Humano, demasiado humano


Afasta-te, música! Deixa primeiro as sombras caírem
E crescerem até tornarem-se noite escura e tépida!
É ainda muito cedo para os tons, os teus arabescos de outro
Ainda não cintilam no seu esplendor de rosa;
Resta ainda muito do dia,
Muito do dia para poetar, passear, murmurar para si.
- Ó minha felicidade!

Friedrich Nietzsche

quarta-feira, 4 de setembro de 2013


Tu dizes «eu» e orgulhas-te desta palavra. Mas há qualquer coisa de maior, em que te recusas a acreditar, é o teu corpo e a sua grande razão; ele não diz Eu, mas procede como Eu.
Aquilo que a inteligência pressente, aquilo que o espírito reconhece nunca em si tem o seu fim. Mas a inteligência e o espírito quereriam convencer-te que são o fim de todas as coisas; tal é a sua soberba.
Inteligência e espírito não passam de instrumentos e de brinquedos; o Em si está situado para além deles. O Em si informa-se também pelos olhos dos sentidos, ouve também pelos ouvidos do espírito.
O Em si está sempre à escuta, alerta; compara, submete; conquista, destrói. Reina, e é também soberano do Eu.
Por detrás dos teus pensamentos e dos teus sentimentos, meu irmão, há um senhor poderoso, um sábio desconhecido: chama-se o Em si. Habita no teu corpo, é o teu corpo.
Há mais razão no teu corpo do que na própria essência da tua sabedoria. E quem sabe por que é que o teu corpo necessita da essência da tua sabedoria?


Friedrich Nietzsche, in 'Assim Falou Zaratustra'

quarta-feira, 28 de agosto de 2013



" E, em verdade, não é um mandamento para hoje ou amanhã, o de aprender a amar-se a si mesmo. Ao contrário, de todas as artes, é a mais sutil, a mais astuciosa, a última e mais paciente."

 Friedrich Nietzsche, Assim Falou Zaratustra

sábado, 3 de agosto de 2013


“Deus”, “imortalidade da alma”, “redenção”, “o além”, todos esses são conceitos ao quais não dediquei nenhuma atenção, com os quais não perdi nenhum tempo, nem mesmo quando criança – talvez eu jamais tenha sido bastante infantil para fazê-lo? – Não conheço o ateísmo em absoluto como resultado, e menos ainda como acontecimento: ele se dá em mim como instinto. Sou demasiadamente curioso, demasiadamente problemático, demasiadamente altaneiro para me satisfazer com uma resposta grosseira. Deus é uma resposta grosseira, uma indelicadeza contra nós, pensadores –, até, no fundo, apenas uma proibição grosseira que nos fazem: não deveis pensar!

Friedrich Nietzsche

quinta-feira, 20 de junho de 2013



58. O que se pode prometer. Pode-se prometer ações, mas não sentimentos, pois estes são involuntários. Quem promete a alguém amá-lo sempre, ou odiá-lo sempre, ou ser-lhe sempre fiel, promete algo que não está em seu poder;  mas o que pode perfeitamente prometer são aquelas ações que, na verdade, são geralmente  as consequências do amor, do ódio, da fidelidade, mas que também podem emanar de outras razões, pois a uma ação conduzem diversos caminhos e motivos. A promessa de amar sempre alguém significa, portanto; enquanto eu te amar, manifestar-te-ei as ações do amor; se eu já não te amar, pois, não obstante, receberás para sempre de mim as mesmas ações, ainda que por outros motivos. De modo que a aparência de que o amor estaria inalterado e continuaria sendo o mesmo permanece na cabeça das outras pessoas. Promete-se, por conseguinte, a persistência da aparência do amor, quando, sem ilusão, se promete a alguém amor perpétuo.


Friedrich Nietzsche, Humano demasiado humano

sábado, 8 de junho de 2013


"O que não quer ver o que há de mais elevado no homem busca com olhar penetrante o que nele há de mais baixo e superficial; deste modo revela seu próprio ser."

Friedrich Nietzsche
Além do bem e do mal, af. 275

segunda-feira, 27 de maio de 2013



"Ouvidos novos para música nova. Olhos novos para o mais distante. Uma consciência nova para verdades que até agora permaneceram mudas. E um desejo de economia em grande estilo - acumular sua força, seu entusiasmo... Auto-reverência, amor-próprio, absoluta liberdade para consigo..."

Nietzsche