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sexta-feira, 29 de janeiro de 2016



"O que a memória ama, fica eterno.Te amo com a memória, imperecível".

Adélia Prado


quinta-feira, 28 de janeiro de 2016


Uma das coisas mais belas da vida é a oportunidade que temos ao abrirmos uma janela. 
Seja ela exterior para vermos o canto dos pássaros, seja ela interior para reconhecermos o solo fértil que carregamos dentro da alma...

Adélia Prado


domingo, 10 de janeiro de 2016



Vem de antes do sol
A luz que em tua pupila me desenha.
Aceito amar-me assim
Refletida no olhar com que me vês. 


Ó ventura beijar-te,
espelho que premido não estilhaça
e mais brilha porque chora
e choro de amor radia.

Adélia Prado

sábado, 5 de setembro de 2015



requintada e esquisita como uma dama. 

Adélia Prado


quinta-feira, 1 de janeiro de 2015


"Esconder-se no porão, de vez em quando, é necessidade vital. Precisamos de silêncio e solidão, e, não, apenas os poetas. Senão, corremos o perigo de nos esvairmos em som, fúria e esterilidade. O campo para que a palavra se instale para o autor e para o leitor é o campo do silêncio e da audição."

Adélia Prado


sábado, 27 de dezembro de 2014



A vida é tão bonita, basta um beijo e a delicada engrenagem movimenta-se, uma necessidade cósmica nos protege!

Adélia Prado, O Pelicano

domingo, 10 de agosto de 2014

Teologal



Agora é definitivo:
uma rosa é mais que uma rosa.
Não há como deserdá-la
de seu destino arquetípico.
Poetas que vão nascer
passarão noites em claro
rendidos à forma prima:
a rosa é mística.


Adélia Prado
In Oráculo de maio

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014



Esconder-se no porão, de vez em quando, é necessidade vital. Precisamos de silêncio e solidão, e, não, apenas os poetas. Senão, corremos o perigo de nos esvairmos em som, fúria e esterilidade. O campo para que a palavra se instale para o autor e para o leitor é o campo do silêncio e da audição.

Adélia Prado

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014



Agora é definitivo:
uma rosa é mais que uma rosa.
Não há como deserdá-la
de seu destino arquetípico.
Poetas que vão nascer
passarão noites em claro
rendidos à forma prima:
a rosa é mística.

Adélia Prado, Teologal
In Oráculo de maio


Mas tu lembrarás que a primavera passa e depois volta
e a mocidade passa e não volta mais.


Adélia Prado

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013



Esconder-se no porão, de vez em quando, é necessidade vital. Precisamos de silêncio e solidão, e, não, apenas os poetas. Senão, corremos o perigo de nos esvairmos em som, fúria e esterilidade. 

Adélia Prado

terça-feira, 17 de dezembro de 2013



Cesse de uma vez meu vão desejo
de que o poema sirva a todas as fomes.

Adélia Prado

domingo, 1 de dezembro de 2013



"Não tenho tempo algum, porque ser feliz me consome."

Adélia Prado

quinta-feira, 21 de novembro de 2013



"O que a memória ama, fica eterno.Te amo com a memória, imperecível".

Adélia Prado

segunda-feira, 11 de novembro de 2013



O sonho encheu a noite
Extravasou pro meu dia
Encheu minha vida
E é dele que eu vou viver.
Porque sonho não morre.

Adélia Prado

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Bilhete da Ousada Donzela


Jonathan,
há nazistas desconfiados.
Põe aquela sua camisa que eu detesto
- comprada no Bazar Marrocos -
e venha como se fosse pra consertar meu chuveiro.
Aproveita na terça que meu pai vai com minha mãe
visitar tia Quita no Lajeado.
Se mudarem de idéia, mando novo bilhete.
Venha sem guarda-chuva - mesmo se estiver chovendo -
Não agüento mais tio Emílio que sabe e finge não saber
que te namoro escondido e vive te pondo apelidos.
O que você disse outro dia na festa dos pecuaristas
até hoje soa igual música tocando no meu ouvido:
"Não paro de pensar em você."
Eu também, Natinho, nem um minuto.
Na terça, às duas da tarde,
hora em que se o mundo acabar eu nem vejo.

Com aflição,
Antônia


Adélia Prado

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Roxo



Roxo aperta.
Roxo é travoso e estreito.
Roxo é a cordis, vexatório,
uma doidura pra amanhecer.
A paixão de Jesus é roxa e branca,
pertinho da alegria.
Roxo é travoso, vai amadurecer.
Roxo é bonito e eu gosto.
Gosta dele o amarelo.
O céu roxeia de manhã e de tarde,
uma rosa vermelha envelhecendo.
Cavalgo caçando o roxo,
lembrança triste, bonina.
Campeio amor pra roxeamar paixonada, o
roxo por gosto e sina.


Adélia Prado

sábado, 7 de setembro de 2013

A Poesia


A poesia me pega com sua roda dentada,
me força a escutar imóvel
o seu discurso esdrúxulo.
Me abraça detrás do muro, levanta
a saia pra eu ver, amorosa e doida.


Acontece a má coisa, eu lhe digo,
também sou filho de Deus,
me deixa desesperar.
Ela responde passando
a língua quente em meu pescoço,
fala pau pra me acalmar,
fala pedra, geometria,
se descuida e fica meiga,
aproveito pra me safar.


Eu corro ela corre mais,
eu grito ela grita mais,
sete demônios mais forte.
Me pega a ponta do pé
e vem até na cabeça,
fazendo sulcos profundos.
É de ferro a roda dentada dela.


Adélia Prado

quinta-feira, 5 de setembro de 2013


 
Ó Deus, não me castigue se falo
minha vida foi tão bonita!
Somos humanos,
nossos verbos têm tempos,
não são como o Vosso, eterno.


Adélia Prado

sábado, 17 de agosto de 2013

ROXO


Roxo aperta.
Roxo é travoso e estreito.
Roxo é a cordis, vexatório,
uma doidura pra amanhecer.
A paixão de Jesus é roxa e branca,
pertinho da alegria.
Roxo é travoso, vai amadurecer.
Roxo é bonito e eu gosto.
Gosta dele o amarelo.
O céu roxeia de manhã e de tarde,
uma rosa vermelha envelhecendo.
Cavalgo caçando o roxo,
lembrança triste, bonina.
Campeio amor pra roxeamar paixonada, o
roxo por gosto e sina.

Adélia Prado