domingo, 20 de dezembro de 2015



Quero branco o poema, e ruivo ardente 
O metal duro da rima fragorosa, 
Quero o corpo suado, incandescente, 
Na bigorna sonora e corajosa, 
E que a obra saída desta forja 
Seja simples e fresca como a rosa. 

José Saramago
In Os Poemas Possíveis, 1966